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Mulher que matou e escondeu o corpo do marido em freezer diz se sentir mais livre: ‘Era eu ou ele’

Recentemente, uma mulher confessou que tirou a vida de seu marido e colocou o corpo dele dentro de um freezer. Diante disso, ela contou que teve uma vida muito complicada, sendo marcada por abusos e abandonos desde os seus primeiros dias. Claudia Tavares Hoeckler, de 40 anos, contou que é filha de uma garota de programa.

Claudia acabou sendo criada por outra mulher e ainda na adolescência, engravidou. Claudia também iniciou os seus estudos de forma tardia, teve que lidar com abusos sexuais por parte de um padrasto e jamais chegou a conhecer o pai biológico.

Horas antes de ter sido presa, a pedagoga chegou a declarar que se sentia mais livre do que nunca e que não se importava em ser presa. Valdemir Hoeckler, seu marido, de 50 anos, também a agredia e a ameaçava de forma diária. Entrevistada por um canal no Youtube, ela contou que tinha sido ameaçada horas antes de cometer o crime.

O advogado da mulher, Claudio Dalledone, afirmou em entrevista que irá pedir para que a pedagoga responda ao processo em liberdade. “Vamos colocar todas as circunstâncias para que a juíza da comarca fique sabendo de todo esse cenário de horrores [que ela vivia] e vamos pedir para que a juíza imponha condições para que ela responda esse ato em liberdade”, disse.

Claudia afirma ter sido violentada a vida toda

Seu advogado a definiu como “uma mulher maltratada e violentada, física e psicologicamente que, para preservar sua vida, matou”. Claudia também afirma que morou em uma casa “onde ficavam os filhos das prostitutas” até os quatro ou cinco anos de sua vida, ela foi levada pela mãe para a casa de uma senhora que a criou até os seus 12. A mulher conta ter começado a estudar aos sete graças à ajuda de uns vizinhos, que arrecadaram material escolar doado e lhe matricularam em uma escola.

O pai de Claudia sempre foi ausente, nem sequer a registrou na infância. “Eu conheci ele com 28 anos. E eu o vi só uma vez na vida”, disse ela emocionada.

“Eu tinha amigos, mas não era uma criança normal. Eu sempre sonhava que o meu pai queria me conhecer. E sonhava que um dia ele iria estar no portão da escola, me esperando. Mas ele nunca veio. Eu sonhava em ter uma família, eu sonhava em ter irmãos, eu sonhava em ter uma família normal”, afirmou Claudia.

Dia do crime

A pedagoga relata que, no domingo, tentou convencer novamente o marido para deixá-la viajar na segunda-feira pela manhã com as amigas, porém, segundo ela, Valdemir disse que se acordasse e não visse a esposa, a mataria quando ela voltasse novamente para casa.

Após sofrer a ameaça, Claudia conta que “teve um surto”: Eu pensei: ‘já que alguém vai morrer, então seja você'”. Após dar remédios para ele dormir, junto com outros medicamentos de rotina do homem, ela o esperou adormecer, rapidamente ela cobriu sua boca e nariz com uma sacola de supermercado.

No momento do crime a mulher pensou em parar, mas disse que desistiu porque, “se eu parasse e ele acordasse, ele iria me matar. Era [eu] ou ele”.